Resolvi contar a todos que estão longe, principalmente ao Pedro, que vai passar esse último e decisivo mês de gravidez do outro lado do mundo, como tudo está caminhando até a hora H. Também tem minha mãe, minhas irmãs, minha avó, a Julinha e todos que não estão aqui. Além disso, quando formos de vez pra Jakarta, esta vai ser uma forma de todo mundo poder acompanhar o crescimento do João e a nossa adaptação por lá.
Muita coisa já aconteceu até agora e acho que o saldo é bem positivo. Quanto às agruras da gravidez, pelo menos pra mim, não foram assim um fardo. Muitas grávidas enjoam pra caramba, engordam, incham e nem conseguem andar direito na reta final. Eu enjoei pouco, engordei na média, faço yoga e hidroginástica (bem, quando não sou vencida pela preguiça), não percebi inchaços, estrias, nada disso e tenho andado sem problemas. Aliás, trabalho oito horas todo dia, dirijo e subo escadas. Gente, eu sou uma atleta! Precisei ficar grávida pra descobrir isso, hahahah. Sério, em geral, fora o peso da barriga, que agora realmente causa desconforto e falta de ar, estou bem. Estamos bem, eu e João.
Mas um tema tem me tirado o sono desde o início da gravidez: a hora do parto. Gente do céu, eu sou muito medrosa e tenho feito de tudo pra me acalmar e levar isso mais numa boa. Por isso, procurei uma doula e faço as tais aulas de hidro e yoga. Mas tenho crises de insônia pensando nisso. Tem gente que é super bem resolvida: quer cesária ou parto normal e pronto, tá decidido. Por que eu nao sou assim? Eu tenho certeza de que o parto normal é bem melhor pra recuperação da mãe e tal, mas morro de medo. Passei por três médicos até achar uma que realmente estimulasse as pacientes a fazerem o parto normal. Ótimo, resolvido, certo? Errado, agora que tô mesmo com medo, hahahaha.
Comecei a ficar tão maluca de tanto ler relatos de parto normal que procurei uma psicóloga pra me ajudar. O conselho dela foi o seguinte: "Pare de ler sobre isso porque o seu parto vai ser diferente de todos os outros. Não tem como prever. Invista seu tempo pensando positivo". Tava dando certo até eu assistir a umas cenas de parto humanizado (desses que a grávida fica peladona de cócoras). Nossa, senhora, achei muito punk. Minha doula achando que iria me encorajar com as cenas e eu querendo vomitar. Bom, mesmo assim, com medo, eu sei que o parto normal é melhor pra cuidar do bebê logo em seguida e pra não dar trabalho pra ninguém, então vou tentar mentalizar um monte de coisas boas pra dar tudo certo e passar por isso mais tranquilamente.
O mais importante é que o João está bem. Na última ultra por que passamos, ele estava com 1,7kg e medindo 38 cm. Normal para um bebê de 28 semanas. Agora já estamos com 33 e eu estou louca pra saber o quanto ele cresceu. No dia 14 de maio, vai ser a próxima consulta do pré-natal e, a partir daí, os encontros com a médica serão quinzenais (medo e ansiedade!). Nessa próxima consulta, vai ser o exame chatinho do estreptococos. Mas também vou ficar sabendo quando vamos fazer a próxima ultra. Eu adoro as ultrassonografias. É muito legal sentir, ver e ouvir o bebezinho ao mesmo tempo :)