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terça-feira, 11 de maio de 2010

Dia das mães, chá de bebê, enxoval e outros assuntos...Ufa!

  • Dia das Mães
 Domingo passado foi meu primeiro dia das mães. Foi engraçado receber os parabéns. O João ainda tá na barriga e eu com um monte de dúvidas sobre o que é ser mãe, afinal! Dei abraço na sogra querida, liguei para minha vozinha, minhas tias, minha mãe, minhas irmãs: todas mães, cada uma de um jeito tão diferente uma da outra. Lendo blogs de outras moms to be e de mulheres que já estão dando seus primeiros passos como mães, tantas opiniões diversas. Umas defendem uma rotina para o bebê, outras acham isso um absurdo, algumas deixam o neném mamar o quanto quiser e muitas cronometram o tempo em cada peito. Banho, higiene, passeio, vacina, pediatra, esse mundo todo é cheio de especialistas, cada um com sua verdade mais verdadeira que a outra. E eu sigo lendo a Encatadora de bebês, que acha que o bebê deve sim seguir uma rotina para não escravizar papai e mamãe. Se eu vou seguir? Ainda não sei!
    • Chá de bebê

    Como eu havia contado em outro post, sobre enxoval, eu pedi aos colegas do trabalho, que queriam organizar um chá de bebê, para comprarem especialmente artigos de higiene, que são fáceis de achar na farmácia e não são lá muito caros. Ganhei um monte de coisas úteis que, se fôssemos comprar, pesaria um pouquinho. Fraldas que faltavam, óleos de massagem, pacotes de algodão, mamadeiras, bico e otras cositas más. Ainda ganhamos (porque eu agora considero os presentinhos do João como meus também!) um lindo pingente de ouro da Lu - que não só trabalha comigo, mas é minha amiga de facul - com um menininho descabelado fofo pra pendurar no meu cordão que está cheio de referências maternas. Do meu colega e amigo indie, ganhamos um cd do Pink Floyd for babys. Recebemos também um livro para bebês feito em tecido, do meu colega poeta Alexandre, e uma almofada para decorar o berço com capa bordada a mão (muito linda) pela mãe da minha colega Juliana. De quebra, engordamos (eu e João) vááááários quilinhos por causa das guloseimas que cada um trouxe! Letícia, minha companheirona e colega de mesa, organizou tudinho e foi muito bonito, eu gostei!
    • Enxoval
    Depois desse chá do pessoal do trabalho e de algumas comprinhas de última hora, acho que não está faltando mais nada para o enxoval! Graças!! Finalmente, porque é compra que não acaba mais. Depois que ele nascer, aí vamos ver o que ele vai realmente usar e o que não tínhamos nem pensado em comprar, mas que será essencial. Sempre acontece, né não?
    A malinha dele pra irmos para a maternidade já tá pronta, com roupinhas, fraldas descartáveis e de pano e tudo mais. A minha é que está incompleta, mas até fim de semana eu arrumo isso. Ou não!
    • Outros assuntos
    Comecei a sentir umas pontadas na virilha e nas costas. Isso é normal? Minha professora de yoga, que já deu aula pra muita grávida, disse que é. Minha médica ainda não respondeu meu email sobre isso. Ela está num curso de parto natural com uma parteira no meio do nada mexicano.
    Acho que estou com menos medo do parto, não sei. Se for só dor e o Pedro estiver aqui, vai ficar tudo bem. Aliás, falando em acompanhante na hora do parto, o Alexandre Garcia, que acha que sabe de tudo, disse na CBN, que é um absurdo o Ministério da Saúde permitir e recomendar que as grávidas sejam acompanhadas na hora do parto. Por causa de benefícios como maior sentimento de confiança, aumento no índice de amamentação, diminuição do tempo de trabalho de parto, menor necessidade de parto cirúrgico, menores taxas de dor, pânico e exaustão, entre vários outros, a OMS preconiza, desde 1996, a presença de um acompanhante para a parturiente. No Brasil, a Lei nº11.108 garante esse direito. Se o meu não for respeitado, eu quebro tudo...E boto a culpa no Alexandre Garcia!
    • O resto é saudade.

    sexta-feira, 7 de maio de 2010

    35 semanas

    Neste fim de semana, entramos na 35ª semana de gestação (eu e João)! E seguimos muito bem. Eu estou dormindo sem grandes problemas, se me comparar à maioria das grávidas que reclama muito de não conseguir dormir no final da gravidez por causa de dores nas costas e vontade de ir ao banheiro. Tem gente que vai de 15 em 15 minutos!

    Eu acordo pouco, geralmente na hora de me virar na cama. Por causa da barriga grande, não dá para me virar como se não tivesse um bebê ali dentro. Tenho que ter um certo cuidado, mas me mexo pouco. Acho que o João agradece! Ele nao reclama muito das minhas posições. Quanto ao banheiro, só vou uma vez por noite.

    Quase não tenho dores nas costas. Em geral, só um pouquinho no fim do dia. Mas quando vou à aula de yoga, nem sinto nada. Aliás, fazer exercícios tem realmente um impacto muito positivo na gravidez, pelo menos pra mim. Acho que não inchei, engordei pouco e sinto quase nada de dor por causa das benditas aulas de yoga e hidroginástica.

    O que percebo que mudou um pouco, no terceiro trimestre, é que estou me sentindo mais cansada. Antes, subia vários degraus de escada quase sem me cansar. Acho que o Pedro vai me desmentir aqui, porque, quando o visitei em Londres, eu vivia reclamando de andar demais e queria fazer xixi toda hora. E olha que estava com cinco meses, hehehe. Mas lá era roupa demais que a gente tinha que usar, muito frio e looongas distâncias pra andar, nossa senhora.

    Bem, o fato é que aos oito meses eu sinto que tenho que fazer tudo mais devagar. Outra coisa que me pegou esse mês foi a ansiedade. Nossa, cada dia que passa, eu penso: menos um! Não vejo a hora de pegar o João no colo e fazer muita coisa diferente do que tenho lido nos livros, hahahah.

    • Sonho bom
    Pra terminar, uma informação muito importante. Bem, pra mim foi porque me fez bem feliz! Minha irmã tem sonhado muito com o João e ela costuma ter sonhos reveladores, mesmo pra uma pessoa semi cética feito eu. Nessa semana, ela sonhou que o João nasceria logo depois de o pai chegar de viagem. Tomara que seja assim. Já combinei com ele que vamos esperar o Pedro voltar! Nos sonhos, minha irmã disse que o João tem sempre a mesma carinha e que é liiindo. Ah, mas isso eu já sabia :)

    quinta-feira, 6 de maio de 2010

    Papel de Mãe

    Com a proximidade do dia das mães, algumas discussões surgem nos jornais e diversos meios de comunicação. Ontem, assistindo a um programa do canal de tv por assinatura GNT (canal de mulherzinha!), as participantes, todas mulheres, discutiam o atual papel de mãe e a culpa que muitas mulheres acabam carregando por não se encaixarem nele.

    Assim por alto, o papel da boa mãe atualmente estaria relacionado a ter parto normal, amamentar, preparar as comidinhas do filho em casa e até usar fralda de pano, para nao afetar o meio ambiente, afinal, a boa mãe  também teria que se preocupar com o futuro do planeta.

    A culpa atingiria a mulher que não conseguisse dar conta de todo o pacote (convenhamos, quase todas). Essa mulher não conseguiria amamentar porque nao tem leite ou porque trabalha, preferiria certamente a cesárea às dores do parto normal, deixaria a comida do bebê a cargo da babá e/ou usaria fralda descartável.Caso não sentisse a tal da culpa ao voltar a trabalhar ou intercalasse mamadeira e peito para não ficar 24 horas por conta do filho, é claro que esse seria um bom exemplo da mãe desnaturada!

    O interessante é notar como esses valores mudam de tempos em tempos. Por mais estranho que nos pareça agora, já foi muito comum (a quem não era escravo) entregar o filho à ama de leite, por exemplo. Menos tempo atrás, quando minha mãe se tornou mãe, fazer cesariana não era tão prejulgado quanto hoje e amamentar parecia não ser questão de honra feminina.

    Enfim, acho que é bom pensar nos padrões de hoje e de ontem para tentar entender o quanto somos moldadas pelos costumes e tradições do tempo em que vivemos e definir que tipo de mãe se quer ser. Nem sempre o se espera de nós nos deixa (a nós e a nossos filhos) mais felizes e mais realizados.

    quinta-feira, 29 de abril de 2010

    Entrando no oitavo mês

    Resolvi contar a todos que estão longe, principalmente ao Pedro, que vai passar esse último e decisivo mês de gravidez do outro lado do mundo, como tudo está caminhando até a hora H. Também tem minha mãe, minhas irmãs, minha avó, a Julinha e todos que não estão aqui. Além disso, quando formos de vez pra Jakarta, esta vai ser uma forma de todo mundo poder acompanhar o crescimento do João e a nossa adaptação por lá.

    Muita coisa já aconteceu até agora e acho que o saldo é bem positivo. Quanto às agruras da gravidez, pelo menos pra mim, não foram assim um fardo. Muitas grávidas enjoam pra caramba, engordam, incham e nem conseguem andar direito na reta final. Eu enjoei pouco, engordei na média, faço yoga e hidroginástica (bem, quando não sou vencida pela preguiça), não percebi inchaços, estrias, nada disso e tenho andado sem problemas. Aliás, trabalho oito horas todo dia, dirijo e subo escadas. Gente, eu sou uma atleta! Precisei ficar grávida pra descobrir isso, hahahah. Sério, em geral, fora o peso da barriga, que agora realmente causa desconforto e falta de ar, estou bem. Estamos bem, eu e João.

    Mas um tema tem me tirado o sono desde o início da gravidez: a hora do parto. Gente do céu, eu sou muito medrosa e tenho feito de tudo pra me acalmar e levar isso mais numa boa. Por isso, procurei uma doula e faço as tais aulas de hidro e yoga. Mas tenho crises de insônia pensando nisso. Tem gente que é super bem resolvida: quer cesária ou parto normal e pronto, tá decidido. Por que eu nao sou assim? Eu tenho certeza de que o parto normal é bem melhor pra recuperação da mãe e tal, mas morro de medo. Passei por três médicos até achar uma que realmente estimulasse as pacientes a fazerem o parto normal. Ótimo, resolvido, certo? Errado, agora que tô mesmo com medo, hahahaha.

    Comecei a ficar tão maluca de tanto ler relatos de parto normal que procurei uma psicóloga pra me ajudar. O conselho dela foi o seguinte: "Pare de ler sobre isso porque o seu parto vai ser diferente de todos os outros. Não tem como prever. Invista seu tempo pensando positivo". Tava dando certo até eu assistir a umas cenas de parto humanizado (desses que a grávida fica peladona de cócoras). Nossa, senhora, achei muito punk. Minha doula achando que iria me encorajar com as cenas e eu querendo vomitar. Bom, mesmo assim, com medo, eu sei que o parto normal é melhor pra cuidar do bebê logo em seguida e pra não dar trabalho pra ninguém, então vou tentar mentalizar um monte de coisas boas pra dar tudo certo e passar por isso mais tranquilamente.

    O mais importante é que o João está bem. Na última ultra por que passamos, ele estava com 1,7kg e medindo 38 cm. Normal para um bebê de 28 semanas. Agora já estamos com 33 e eu estou louca pra saber o quanto ele cresceu. No dia 14 de maio, vai ser a próxima consulta do pré-natal e, a partir daí, os encontros com a médica serão quinzenais (medo e ansiedade!). Nessa próxima consulta, vai ser o exame chatinho do estreptococos. Mas também vou ficar sabendo quando vamos fazer a próxima ultra. Eu adoro as ultrassonografias. É muito legal sentir, ver e ouvir o bebezinho ao mesmo tempo :)