quarta-feira, 16 de maio de 2012

Não educo machão

A marcha das vadias de Brasília está com uma campanha de divulgação direta, simples e bem didática sobre a importância dos direitos iguais entre homens e mulheres, tolerância e diversidade. Fala sobre feminismo de um jeito descomplicado e acho que desmistifica um pouco a ideia de que o movimento é apenas um monte de mulher maluca que odeia homens. Ao contrário, busca igualdade entre homens e mulheres.

De minha parte, ando pesquisando muito sobre o tema, especialmente em relação à criação de filhos. Afinal, como é possível criar meu filho para que ele não reproduza tantos preconceitos e também possa viver uma vida mais livre de tantas amarras sociais?


Quem sabe, quando ele crescer, ele não seja forçado a servir o exército; possa escolher ser dançarino, professor de maternal ou engenheiro; não ache nada legal mentir ou enganar nenhuma mulher por sexo; escolha ser ou não amigo de uma mulher, ser sem chamado de arroz, viadinho ou qualquer coisa do gênero; possa ter filhos, se quiser, e tenha a possibilidade de ficar em casa com uma licença-peternidade digna; se vire na cozinha, com o ferro de passar ou a vassoura, achando um saco o serviço doméstico, mas nada humilhante só por ser homem?

Quem sabe? Acho que depende das mães e dos pais por aí ajudarem a desconstruir todo esse mundo do que é certo para o homem e para a mulher hoje tão entranhado na gente e na sociedade . 

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20 comentários:

  1. Também penso assim Clarinha, sou contra qualquer tipo de preconceito e também contra os radicais demais.
    Boa reflexão, um beijão, Ju

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    1. Obrigada, Juliana. A gente aqui tenta não ser preconceituoso. É um exercício diário! Beijo

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  2. Imagine você que minha sogra criou não um, mas dois filhos exatamente assim, ela tem um marido cretino, daqueles que não lavam o copo que bebem água e talvez, justamente por saber que o mundo não aprecia e nem precisa desses tipos, fez a lição de casa direitinho e criou dois homens maravilhosos.
    Não curto muito a sogra, mas agradeço de coração o modo como ela educou seus meninos, Karo é um homem maravilhoso, que eu admiro e respeito muito!
    Espero que o Pok siga pelos mesmos caminhos.

    Beijocas

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    1. Pois é, Ingrid, eu também venho de família bem machista, mas tento aprender. Espero que eu seja como a sua sogra! Beijão

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  3. clarinha, acho que o mais importante é os pais ser um bom modelo para as crianças e tenho a certeza de que vcs são um otimo exemplo para o joão ;)

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    1. Obrigada, Paz. Nem sempre sou exemplo. Mas pretendo melhorar isso! Criar outra pessoa é também se tornar um adulto melhor, mais responsável. É difícil! Beijos e saudades de você!

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  4. Excelente!!! Vou copiar o link da marcha e a imagem e escrever um post tbem.. sob o ponto de vista de mãe de menina. Valeu!

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    1. Fernanda, quando escrever, volte para eu postar o seu link! Vamos movimentar essa discussão. Beijos

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  5. e a gente não educa princesinha submissa.

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  6. Por aqui, não educamos princesinha.

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    1. E também postamos em duplicidade!

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    2. Zé, pode postar várias vezes. Gosto das suas visitas! Temos que juntar essas crianças. Beijos!

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  7. Que maravilha, que boa notícia pro mundo, saber que há pessoas de mente bem afinada e coração bom e justo trazendo pra esse nosso tão insano mundo um menino especial. Que o Mestre Jesus e todos os orixás lhes abençoem e protejam todos, nas andanças e batalhas da vida. Votos sinceros e carinhosos, do amigo Godinho.

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    1. Obrigada pela visita e pelos votos. Espero mesmo poder ser uma boa mãe (o Pedro já é um ótimo pai) e contribuir para formar uma pessoa realmente boa e justa! Abraços e comente sempre!

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  8. Clara, penso exatamente como vc.
    Abracei essa causa, já que sou mãe de um casal. E é uma responsabilidade que me cabe.

    Adorei o título do post.

    Beijo

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    1. Dani, que maravilha! Acho que somos importantes para tentar mudar a realidade em que vivemos! Abraços e volte sempre.

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  9. Que post perfeito, Clara!! Simples e direto ao ponto. Eu aqui também não crio princesinhas. E assim vamos caminhando, tentando mudar (um pouco que seja) este quadro.
    Beijos

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  10. Paloma, que bom que gostou. Vamos unir nossas forças para criar pessoas livres dessas construções de gênero tão discriminatórias. Viu como a campanha está legal? Beijos.

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  11. Clarinha, quando eu crescer, quero aprender a ser uma mãe como você.... ;)

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    1. Heleninha, escrever é mais fácil que fazer ;)

      Beijinhos

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